O HOSPITAL PARACAMBI
É necessário conhecer-se mais que a parte técnica e a planta física do Hospital Paracambi para entender-se seu objetivo principal, que é melhorar continuadamente o tratamento do paciente. Por isto quando idealizada sua planta física, excluiu-se o estilo monobloco, onde todos os setores como: enfermarias, terapia ocupacional, consultórios médicos, psicologia, assistência social, refeitório etc..., ficavam contíguos, dificultando aos pacientes sua deambulação, sua orientação no espaço e tornando mais constantes os atritos. Escolheu-se então agrupar as atividades afins em prédios e localizá-los separadamente, propiciando ao paciente deambular e orientar-se livremente, dando com isto, um sentido terapêutico à área física do Hospital.
Perseguindo a idéia de sempre melhorar, o Hospital através de sua direção técnica, não vê só a parte mental do paciente, o vê globalmente, para isto o nosso quadro clínico tem especialistas em clínica geral, ginecologia, cardiologia, odontologia, otorrinolaringologia e fisioterapia.
Tem sido assim desde o seu início até o presente. Nossa história comprova a seriedade de nossos trabalhos e a honestidade de nossos propósitos. Não fosse assim, o antigo INAMPS nos idos de 1986, quando só internávamos homens, não nos havia solicitado adequarmo-nos para receber mulheres do Hospital psiquiátrico de Coroa Grande que rescindiu seu contrato. Não teria solicitado também, recebermos pacientes mulheres do Hospital de Vargem Alegre que havia fechado. Por isto ele é no Estado, referência em Psiquiatria.
Temos certeza que não somos perfeitos, porém, como já dissemos anteriormente, face ao trabalho que desenvolvemos aqui, sensibilizou a quem de direito, recorrer a nós numa parceria sadia, a ajudar num momento difícil quando da suspensão das internações no Hospital Dr. Eiras e recentemente no atendimento a pacientes de longa permanência, também vindos daquela mesma instituição.
Disseram que: “havia muita facilidade em se internar no Hospital Paracambi”, até hoje não sabemos qual sentido que se quis dar a essa “facilidade”: primeiro – o Hospital não interna por conta própria, os pacientes são encaminhados ao Hospital através da Central de Regulação Centro-Sul Fluminense, segundo – não se trata de facilitar ou não, trata-se de um ser humano que veio à busca de tratamento e de tê-lo o mais rápido possível. Se foi constatado pelo médico a necessidade de interná-lo e havendo vaga, será internado com a maior das facilidades, com maior respeito a sua dignidade e com amor. A ética é medular nos nossos profissionais.
Entretanto por não interessar, não disseram que há muito respeito pelo ser humano, não disseram o trabalho comunitário que o Hospital desenvolve, não disseram que o Hospital é o ponto de apoio dos moradores do bairro onde está situado, não só pelo atendimento médico, como também pelo uso de suas instalações no que concerne a condução, lazer, remédios, empregos, etc... Não disse que esta relação é benéfica ao paciente. É a sociedade vindo ao Hospital.
Soma-se “ao conhecer-se mais do Hospital Paracambi” o entrosamento carinhoso e familiar que existe entre toda a população do Hospital, pacientes, profissionais e a direção em geral.
Não nos constrange falar das coisas que o Hospital faz, como o caso do rapaz do Morro do Alemão que veio para o Hospital através de um pedido de um apresentador de televisão e outros que estão internados sem ônus para o SUS. Faz-se não por favor e sim pela obrigação social que todos devemos ter uns com os outros. É muito comum dar ênfase aos eventuais erros alheios a nossa vontade, como também é difícil enaltecer os acertos.
Dr. Durval Luz
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